A apresentação de Philippe Coutinho na segunda-feira fechou uma janela em que o Santos contratou cinco jogadores e não pagou nada por nenhum passe. O custo está todo na folha, e é ali que a engenharia aparece.
Segundo levantamento do TMC, Arthur Melo custa cerca de R$ 1,55 milhão por mês, Everton Cebolinha R$ 1,5 milhão, e Coutinho entra com R$ 600 mil fixos mais até R$ 1 milhão atrelado a produtividade. Com Lima e Rodinei, cujos salários não foram divulgados, o pacote adiciona pelo menos R$ 5,5 milhões mensais à folha.
A primeira fonte desse dinheiro foi corte. O clube dispensou dez jogadores nos últimos seis meses, movimento que liberou cerca de R$ 7 milhões em custos. A segunda é a NR Sports, empresa da família de Neymar, que funciona como patrocinadora e financiadora ao mesmo tempo: quitou R$ 12 milhões do transfer ban aplicado pela Fifa e recebe espaço publicitário na camisa como contrapartida.
É um modelo que resolve caixa no curto prazo e cria dependência no médio. Salário fixo dura o contrato inteiro, enquanto espaço de camisa é ativo finito, e cada metro cedido a um parceiro financeiro é metro que não vai para o mercado publicitário aberto. O Santos também segue sem anunciar o patrocínio master que negocia desde o começo do ano.
O próximo número a observar é o da renovação de Coutinho. O contrato vai só até o fim de 2026, o que significa que em dezembro o clube decide se transforma esse elenco em projeto de dois anos ou se devolve a folha ao tamanho anterior. As duas decisões custam caro, por motivos diferentes.
Foto: TMC




