A janela fechou e o balanço da Série A separa dois tipos de clube: os que operaram e o que não pôde operar.
O Botafogo foi o mais ativo do país, com nove chegadas e nove saídas, dezoito negócios num único período. Entrou Hakim Ziyech, vindo do Wydad, e saiu Santiago Rodríguez por 5,9 milhões de euros. O Cruzeiro teve nove chegadas, entre elas Gabriel Pec por 13,59 milhões de euros e Gabriel Rojas por 5,2 milhões. O Santos trouxe cinco nomes, incluindo Arthur Melo, Philippe Coutinho e Everton Cebolinha. A maior venda do período foi do Palmeiras: Allan ao Manchester City por 37,5 milhões de euros. Os números por clube estão no balanço da Gazeta Esportiva.
O caso que destoa é o do Corinthians: nenhuma contratação e nenhuma saída, sob transfer ban da Fifa. É o dado mais caro da janela, e não aparece em nenhuma linha de despesa. Um clube impedido de registrar jogador perde três coisas ao mesmo tempo: a chance de corrigir o elenco, a chance de monetizar quem está sobrando e o poder de negociação, porque o mercado sabe que ele não pode comprar.
A leitura de fundo é sobre modelo. Botafogo e Cruzeiro operam como quem administra um portfólio, com volume alto e giro rápido. O Palmeiras monetiza formação e revende caro, que é o único mecanismo que ainda gera caixa líquido relevante no futebol brasileiro. O Santos aposta em nome conhecido e salário, uma estratégia que cobra a conta no ano seguinte.
O próximo número a observar são os balanços do segundo semestre, onde a diferença entre girar elenco e queimar caixa finalmente aparece.
Foto: Raul Baretta/Santos FC




