O número que sobrou da noite de domingo no Maracanã não é o 2 a 1. É R$ 6.858.100.
Essa foi a renda de Flamengo e Corinthians, com 70.112 pessoas no estádio, segundo a ficha oficial da partida reproduzida pelo Diário do Grande ABC. A conta simples dá quase R$ 98 por pessoa presente, patamar de jogo grande com setor premium vendido, não de rodada comum.
Para dimensionar o que isso significa dentro do ano, vale o comparativo. Em 20 de agosto, quando o Flamengo passou de 1 milhão de pagantes como mandante na temporada, o clube somava R$ 69,122 milhões de bilheteria em todas as competições, dos quais R$ 34,687 milhões vinham do Brasileirão, conforme levantamento publicado pela CNN Brasil. Ou seja, uma única noite de setembro vale perto de 20% de tudo o que o time havia arrecadado de bilheteria no campeonato até o fim de agosto.
A leitura para o setor é sobre concentração de receita. Bilheteria de clube grande no Brasil não é uma curva estável, é um punhado de eventos que carregam o ano. Quem monta orçamento de operação de estádio precisa precificar isso: o custo fixo de abrir o Maracanã é o mesmo em toda rodada, mas a receita muda por um fator de três ou quatro conforme o adversário e a posição na tabela.
O dado a observar a seguir é o acumulado do ano. O Flamengo estava em R$ 69,122 milhões em 20 de agosto, e ainda tem jogos decisivos como mandante pela frente. São noites como a de domingo que separam esse número do patamar seguinte.
Foto: Gilvan de Souza/Flamengo




