A CBF fechou os direitos da Copa do Brasil para o ciclo de 2027 a 2030 em R$ 1,08 bilhão por ano, o que dá R$ 4,3 bilhões no total. É uma alta de cerca de 80% sobre o contrato atual, que era exclusivo do Grupo Globo, segundo apurou o site. Os números são de apuração da Máquina do Esporte.
O que mudou não foi só o valor, foi o formato. Em vez de vender tudo para um comprador, a CBF fatiou. A TV Globo fica com a aberta, com mínimo de 14 jogos em rede nacional. SporTV, GeTV e Premiere ficam com a TV fechada e o pay-per-view. Amazon e grupo Disney entram nas plataformas digitais, e o GeTV leva o pacote de melhores momentos para YouTube, redes e aplicativos.
O fatiamento é o que explica a alta. Quando cada janela é vendida separadamente, a confederação captura o valor de quem só quer streaming sem obrigar essa empresa a pagar pela aberta, e vice-versa. É o mesmo movimento que a Premier League e a NBA fizeram antes.
A outra mudança é operacional e tem efeito direto no produto. A CBF passa a produzir todos os jogos. Em 2026, 55 partidas de fases iniciais ficaram sem transmissão nenhuma, o que significa competição sem imagem e patrocinador sem exposição em boa parte do torneio. A grade também muda a partir das oitavas, com jogos de terça a quinta às 19h30 ou 21h30 e semifinais e final no fim de semana.
O SBT, que havia colocado R$ 150 milhões na mesa, ficou fora do edital. O próximo número a observar é quanto disso chega aos clubes, porque a premiação do ciclo ainda não foi divulgada.
Foto: Erich Beting / Máquina do Esporte




