O jogador pode virar dono do clube em que joga, e a conta de entrada é US$ 100 milhões por cabeça. Cristiano Ronaldo integra um consórcio de cinco investidores que negocia a compra do controle do Al-Nassr com o PIF, o fundo soberano da Arábia Saudita.
Segundo apurou o jornal português A Bola, em informação reproduzida pela Exame, cada sócio assumiria um compromisso mínimo de US$ 100 milhões, cerca de R$ 514 milhões na conversão, o que coloca o grupo em US$ 500 milhões de aporte comprometido. O percentual do clube em negociação não foi divulgado, e o valor final da operação não está confirmado. Ronaldo já deteria 5% das ações.
O consórcio explica o interesse. Além do jogador, estão Gerry Cardinale, da RedBird Capital Partners e proprietário do Milan, e três empresários sauditas ligados ao mercado esportivo: Ibrahim Al-Muhaidib, Mohammed Al-Khuraiji e Sharaf Al-Hariri. É a combinação de capital local com um operador que já administra clube europeu, o desenho típico de quem compra para gerir, não para colecionar.
O contexto importa mais que o nome na manchete. O PIF assumiu quatro grandes clubes sauditas em 2023 para bancar a virada da liga e vem sinalizando que quer transferir esses ativos ao capital privado. Uma venda do Al-Nassr para um grupo com Cardinale dentro seria o primeiro teste real de quanto vale um clube saudita fora do dinheiro estatal que o inflou.
O que observar é se o PIF aceita a oferta formal e qual percentual coloca à venda. Enquanto não houver documento, o número que circula é apuração, não contrato.
Foto: Cole Burston / AFP




