Trinta e dois anos é mais tempo do que a maioria dos torcedores tem de memória da competição. Esse é o tamanho do contrato que a Heineken acaba de perder.
A Uefa fechou com a AB Inbev, que colocará a Stella Artois como cerveja oficial da Champions League, da Europa League e da Conference League a partir da temporada 2027/2028. O acordo vai até o fim de 2032/2033, ou seja, seis temporadas. A informação está na Máquina do Esporte.
O valor não foi divulgado, e essa é a parte que o mercado vai perseguir. O que já dá para ler é a estrutura: a Uefa vendeu as três competições de clubes num pacote único, em vez de fatiar por torneio. Pacote fechado costuma significar desconto por volume para o anunciante e previsibilidade de receita para a liga, além de eliminar o risco de ter marcas concorrentes ativando na mesma janela.
Para a AB Inbev, a escolha da Stella Artois no lugar de outra marca do portfólio tem lógica de internacionalização. É a etiqueta premium do grupo, já ativa em eventos de tênis, e a Champions é o inventário de futebol com maior alcance global fora de Copa do Mundo. David Beckham segue como embaixador da marca desde 2024, o que reduz o custo de construir presença no futebol do zero.
Para a Heineken, a perda é maior que o contrato. Três décadas de associação criaram um ativo de marca que não se transfere para outro torneio, e substituir esse alcance exige comprar inventário equivalente em outro lugar.
O que observar é onde a Heineken reinveste o orçamento liberado. Ligas nacionais, Fórmula 1 e direitos de seleção são os destinos naturais, e qualquer movimento nesse sentido pressiona preço no mercado inteiro.
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