Para dois dos quatro semifinalistas, o prêmio da final chega no mesmo momento em que a agência reguladora cobra dívidas em atraso.
Os números são da tabela de premiação divulgada pela CBF, reunida pelo Terra. Palmeiras, Vasco, Grêmio e Atlético-MG já embolsaram R$ 9 milhões cada pela semifinal. Quem passar garante no mínimo R$ 34 milhões, o prêmio do vice. O campeão leva R$ 78 milhões na final em jogo único, marcada para 6 de dezembro. Somadas as fases desde a quinta, a conta do título chega a R$ 96 milhões, sem contar as rodadas iniciais. As idas são neste domingo.
O dinheiro chega em momentos muito diferentes para cada clube. Segundo o painel da Anresf, a agência de regulação ligada à CBF, divulgado em outubro, o Atlético-MG tinha passivo de R$ 2,66 bilhões no fim de 2025 e a maior dívida de curto prazo da Série A, R$ 1,36 bilhão vencendo em até 12 meses. O Galo e o Grêmio receberam prazo de 45 dias para regularizar débitos, sob risco de proibição de registrar jogadores. Os dados estão no Torcedores.
O Vasco foi advertido por atraso e vive outra transição. Os sócios aprovaram em 23 de outubro a venda de 90% da SAF ao grupo de Marcos Lamacchia, com 4.675 votos a favor, segundo o NetVasco. O negócio ainda depende de aval regulatório.
O Palmeiras é a exceção. Tinha passivo de R$ 1,58 bilhão, mas aparece entre os seis clubes da Série A sem atraso e sem plano coletivo de pagamento. Para ele, o prêmio é reforço de caixa. Para os outros três, é fôlego.
O que observar: a regra de transição da Anresf para obrigações anteriores a 2026 vale até 30 de novembro, uma semana antes da final. Os clubes fazem nova prestação de contas à agência em novembro.
Foto: Cesar Greco/Palmeiras




