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    Saudi Pro League vende jogo direto ao torcedor em 16 países e divide receita com criadores

    Liga saudita passa a oferecer partidas por pay-per-view ou acesso gratuito patrocinado, fora dos 45 contratos de TV que mantém.

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    Redação Driblou

    17 de setembro de 20262 min de leitura
    Saudi Pro League vende jogo direto ao torcedor em 16 países e divide receita com criadores

    A Saudi Pro League decidiu vender jogo sem intermediário em 16 mercados, e o desenho do modelo interessa a qualquer liga que hoje dependa de um comprador único de direitos.

    O torcedor nesses países passa a poder assistir de duas formas: pagando por partida, no formato pay-per-view, ou de graça, em troca de uma ação patrocinada, como preencher um formulário. A operação técnica fica com a Recast. A lista inicial reúne Canadá, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Reino Unido, Irlanda, Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Sérvia, Malta, Bósnia e Herzegovina, Montenegro, Chipre e Grécia. Os detalhes foram publicados pela Máquina do Esporte.

    A parte nova não é o streaming próprio, é quem entra na divisão. A liga promete repassar uma fatia da receita gerada em cada canal a criadores de conteúdo aprovados, clubes, jogadores e parceiros de distribuição. Na prática, transforma o influenciador em ponto de venda com comissão, e não apenas em mídia de apoio contratada por campanha.

    O movimento não substitui a TV. A liga mantém 45 contratos de transmissão, com ESPN, Fox, DAZN e Spotv entre os parceiros, cobrindo mais de 180 territórios. O direto ao consumidor entra onde a venda tradicional rende pouco, ou seja, mercados pequenos e sem audiência cativa para futebol saudita, em que nenhum canal local pagaria por um pacote inteiro.

    Para o Brasil, a leitura útil é sobre o mercado internacional do Brasileirão, hoje vendido em pacotes por região e com receita concentrada em poucos territórios. Um modelo assim monetiza o que sobra sem canibalizar contrato grande.

    Os percentuais de divisão com criadores não foram divulgados, e são eles que dizem se o modelo remunera de verdade ou se é vitrine.

    Foto: Divulgação / SPL

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    Redação Driblou

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