O São Paulo começou a conversar com o mercado sobre o naming rights do Morumbi. Segundo apurou O Tempo, três empresas estão na mesa, entre elas a montadora chinesa BYD. Não há acordo fechado nem valores definidos, e a renovação com a parceira atual é hoje considerada improvável.
O contrato em vigor é com a Mondelez e foi assinado por três temporadas, de 2024 a 2026, no valor total de R$ 75 milhões, segundo os termos divulgados na época. Dá cerca de R$ 25 milhões por ano. O prazo se encerra no fim desta temporada, o que coloca o clube na posição desconfortável de negociar com o relógio contra.
A direção trata o naming rights como uma das principais fontes de financiamento da operação. Faz sentido: é receita fixa, não depende de público, de classificação nem de campanha esportiva. É exatamente a parte do faturamento que um clube com dívida quer aumentar, porque entra independentemente do que acontece em campo.
O detalhe que interessa a quem acompanha o setor é o perfil das interessadas. Uma montadora comprando naming rights de estádio no Brasil muda a régua de comparação, porque tira o ativo da disputa restrita entre casa de aposta, banco e varejo. Marca de automóvel costuma pagar por prazo longo e exposição continuada, não por ativação pontual.
O que observar a partir daqui é o prazo. Um contrato de naming rights fechado às pressas em novembro vale menos que o mesmo contrato negociado com seis meses de folga, e o São Paulo já está dentro da janela apertada. O próximo sinal concreto é a apresentação de proposta formal por alguma das três, algo que o clube ainda não anunciou.
Foto: Vitor Palhares/Lance




