O Corinthians perdeu o clássico e faturou o maior borderô do ano.
O jogo com o Santos, no domingo, levou 47.099 pessoas à Neo Química Arena e gerou renda de R$ 3.284.703,18. É o quarto maior público da história do estádio e o melhor de 2026, acima dos 46.552 do jogo com o Rosario Central pela Libertadores. Os números estão no Meu Timão.
O dado que interessa a quem trabalha com receita de dia de jogo não é o recorde, é a média. São cerca de R$ 70 por pessoa presente, patamar que o clube só alcança em clássico ou em mata-mata continental. Como a separação entre pagantes e não pagantes não foi divulgada, o valor real por ingresso vendido é maior que isso.
A comparação histórica ajuda a dimensionar o ativo. Os três jogos com público maior na arena são todos do Paulista de 2025, e dois deles foram justamente contra o Santos. O que enche o estádio do Corinthians, portanto, não é a competição, é o adversário. Isso tem efeito direto em precificação: o clube consegue praticar ingresso mais caro em cinco ou seis datas por temporada, e o resto do calendário roda num patamar bem abaixo.
Para 2026, a leitura é que a receita de matchday segue concentrada em poucos jogos, num ano em que o time está em 10º no Brasileirão e sem campanha continental para sustentar demanda no segundo semestre. Um clássico paga bem uma vez. Ele não sustenta orçamento.
O próximo número a observar é o borderô da partida com a Chapecoense, no dia 6, na mesma arena. É o contraste mais direto possível entre o pico e a média, e serve de régua para o que o clube pode esperar das rodadas finais.
Foto: Wanderson Oliveira/Meu Timão




