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    Conselho do São Paulo derruba os 12 blocos da reforma estatutária e enterra até o estudo de SAF

    Dos 239 conselheiros que votaram, nenhum bloco passou, e a proposta não chega sequer à Assembleia Geral dos Associados.

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    Redação Driblou

    28 de agosto de 20262 min de leitura
    Conselho do São Paulo derruba os 12 blocos da reforma estatutária e enterra até o estudo de SAF

    Doze blocos foram à votação no Conselho Deliberativo do São Paulo. Doze foram rejeitados. Isso inclui o item que apenas autorizava um estudo sobre a separação do futebol em SAF.

    Dos 255 conselheiros, 239 votaram. A criação de um Conselho de Administração caiu por 131 a 106. O estudo de SAF caiu por 136 a 99. O bloco de governança institucional caiu por 127 a 109. As margens de rejeição variaram entre 11 e 37 votos, o que descreve um Conselho dividido, não um Conselho unânime. Os números estão na Gazeta Esportiva.

    O pacote não era uma reforma exótica. Previa separação clara entre função institucional e executiva, estruturas de compliance, gestão de riscos e auditoria interna, planejamento estratégico de três a cinco anos e divulgação de balancetes trimestrais. É o kit padrão que o mercado de crédito pede de qualquer clube que queira captar em condição melhor.

    A consequência prática é imediata: como nenhum item alcançou maioria simples, a reforma não vai à Assembleia Geral dos Associados. O tema morre neste ciclo.

    Para quem olha o São Paulo de fora, o recado é o que trava a conversa. Um clube com dificuldade de fluxo de caixa acaba de recusar transparência trimestral e uma estrutura formal de gestão de riscos. Isso não é neutro na hora de negociar dívida, antecipar recebível ou conversar com investidor. O custo aparece no spread, não no comunicado.

    A votação também tem leitura política. A rejeição foi vitória do grupo ligado ao presidente Harry Massis sobre a oposição, que levou a proposta ao plenário.

    O próximo marco está no calendário: a eleição presidencial de dezembro de 2026. É lá que o assunto volta, com o estatuto atual ainda de pé.

    Foto: Léo Sguaçabia/Ag. Paulistão

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    Redação Driblou

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