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    Comissão de Ética arquiva o pedido de afastamento de Massis e a decisão é irrecorrível

    A oposição queria o afastamento imediato do presidente e um processo que poderia expulsá-lo do quadro social. A comissão barrou por unanimidade.

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    Redação Driblou

    28 de agosto de 20262 min de leitura
    Comissão de Ética arquiva o pedido de afastamento de Massis e a decisão é irrecorrível

    No mesmo dia em que perdeu a reforma estatutária no Conselho Deliberativo, a oposição do São Paulo perdeu também na Comissão de Ética.

    Conselheiros oposicionistas haviam protocolado representação pedindo o afastamento imediato de Harry Massis e a abertura de processo disciplinar que poderia terminar em expulsão do quadro social. A comissão arquivou tudo por unanimidade, acompanhando o relator, e a decisão é irrecorrível. O detalhamento está na Gazeta Esportiva.

    Foram três fundamentos. O primeiro é perda do objeto: o transfer ban que motivava o pedido caiu depois do pagamento à Lazio, em 5 de agosto, enquanto a representação ainda tramitava. O segundo é intempestividade, porque os fatos citados antecediam o protocolo e furavam o prazo regimental. O terceiro é falta de provas de dolo específico ou intenção deliberada de causar prejuízo ao clube.

    O conteúdo da representação é o que interessa a quem acompanha o balanço. A peça citava áudio vazado, atraso em pagamento de direitos de imagem, a demissão de Hernán Crespo e gestão temerária em meio a dificuldade financeira. O arquivamento não diz que os fatos não ocorreram. Diz que não houve prova de dolo e que o pedido chegou fora do prazo.

    Esse é o ponto que sobrevive à decisão. Atraso em direito de imagem e pendência que vira transfer ban são sintoma de fluxo de caixa, não de intenção, e continuam lá depois do arquivamento. O São Paulo quitou a Lazio, mas quitou sob pressão de bloqueio da FIFA.

    A oposição afirma que busca alternativa para recorrer, ainda que a decisão seja definitiva pelo regimento. O que observar agora é o calendário eleitoral: dezembro de 2026, com a gestão atual sem processo aberto e sem reforma estatutária no caminho.

    Foto: Reprodução/São Paulo

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    Redação Driblou

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