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    São Paulo aprova a Ticketmaster e antecipa R$ 140 milhões a CDI mais 1,99% para pagar salário atrasado

    Conselho aprovou por 184 a 44 o contrato de cinco anos. São R$ 110 milhões de bilheteria adiantada e R$ 30 milhões por um camarote.

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    Redação Driblou

    2 de outubro de 20262 min de leitura
    São Paulo aprova a Ticketmaster e antecipa R$ 140 milhões a CDI mais 1,99% para pagar salário atrasado

    São R$ 140 milhões na frente, e a maior parte deles é empréstimo. O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou, por 184 votos a 44, o contrato de cinco anos com a Ticketmaster, que assume a venda de ingressos do Morumbis a partir de janeiro de 2027 no lugar da Total Acesso. Os termos foram detalhados pela Gazeta Esportiva.

    A conta tem duas partes. A primeira são R$ 110 milhões de antecipação de bilheteria, liberados 45 dias depois da assinatura. Esse dinheiro volta para a empresa ao longo do contrato, corrigido por CDI mais 1,99% ao ano. A segunda são cerca de R$ 30 milhões que a Ticketmaster paga pelo uso de um camarote no estádio. Há ainda R$ 6 milhões de investimento na reforma do museu do clube.

    O ponto que protege o caixa é o teto de devolução: no máximo R$ 1,8 milhão por mês, qualquer que seja a renda. Em cinco anos, isso soma R$ 108 milhões, valor próximo do principal adiantado. O que a matéria não informa é como os juros são quitados dentro desse limite, e é aí que mora o custo real da operação.

    O pacote inclui o sócio-torcedor, hoje gerido pela Feng. A rescisão custa R$ 3,7 milhões ao São Paulo. Na mesma votação, o Conselho validou a redução da multa rescisória do contrato, de R$ 25 milhões para R$ 14 milhões.

    O destino do dinheiro explica a pressa. A diretoria vai usar a antecipação para quitar pendências com o elenco, que tem quatro meses de direitos de imagem atrasados, e outros compromissos de curto prazo. Ou seja: receita de dia de jogo de 2027 a 2031 paga a folha de 2026.

    Quem ganha é a Ticketmaster, que entra no Morumbis com crédito remunerado acima do CDI e a base de sócios na mão. O clube ganha fôlego e perde margem.

    O próximo marco é a assinatura. A partir dela correm os 45 dias do adiantamento, e o balanço de 2026 vai mostrar quanto dele sobrou depois dos atrasados.

    Foto: Peter Leone/Ofotográfico/Folhapress

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    Redação Driblou

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