O Santos escolheu a saída menos drástica. Suspendeu a exposição da Novibet, sua patrocinadora master, sem rescindir o contrato.
O acordo foi assinado em fevereiro de 2026 e prevê R$ 35 milhões fixos, mais variáveis, ao longo de três anos, segundo a Gazeta Esportiva. Na prática, a marca sai do uniforme e das propriedades comerciais do clube, mas a relação jurídica continua de pé. A Novibet já não aparece na camisa no clássico contra o São Paulo, na sexta-feira, no Morumbis.
O detalhe importa porque a MP 1.394, em vigor desde 25 de setembro, abriu uma transição. Os apostadores têm até 5 de outubro para sacar seus saldos, e as plataformas precisam encerrar as operações em 6 de outubro. Material publicitário já existente podia circular até lá, e o Santos optou por não esperar.
Suspender em vez de romper preserva as duas partes. Para o clube, mantém o contrato como ativo jurídico caso o cenário regulatório mude, seja por decisão no STF, seja por alteração da MP no Congresso. Para a empresa, evita a exposição de uma marca que em poucos dias não poderá mais operar no país.
O que continua aberto é o dinheiro. Com as entregas de marketing suspensas, a obrigação de pagamento também entra em discussão, e a reportagem registra que o impacto financeiro ainda precisa ser acertado entre as partes. O Santos não informou se há parcela a vencer nem como o contrato trata o caso.
É o mesmo impasse que atinge boa parte da Série A, onde 13 dos 20 clubes tinham casa de aposta como master, segundo levantamento do Poder360. O ponto a observar é o que o Santos coloca no espaço vazio e em que prazo. Um peito de camisa sem marca no Brasileirão é receita parada, e a janela para vender o espaço é curta.
Foto: Raul Baretta/Santos




