O Santos resolveu o espaço da camisa, não o contrato. O Agibank estreia como patrocinador master no domingo, contra o Fluminense, no Maracanã, e fica até o fim da temporada de 2026. São oito jogos. O valor não foi divulgado.
O detalhe que importa está do outro lado. A Novibet, que assinou em fevereiro por três temporadas, teve a exposição suspensa por causa da MP 1.394, que proibiu as bets no país. O contrato, segundo a Gazeta Esportiva, segue em vigor. Quando foi assinado, o acordo previa R$ 35 milhões fixos por ano, mais 25% da receita gerada por torcedores santistas na plataforma, segundo o Poder360. Internamente, o clube projetava chegar a R$ 85 milhões por temporada com as metas de engajamento.
A parte variável depende de uma plataforma que saiu do ar em 6 de outubro. A parte fixa é a pergunta que ninguém respondeu em público: a Novibet continua pagando por uma camisa em que não aparece? O clube não diz. A escolha de suspender, e não rescindir, sugere que as duas partes preferem esperar o desfecho da MP no Congresso antes de qualquer ruptura.
O Agibank entra como solução de curto prazo, com uma janela que cobre o fim do Brasileirão. Para o banco, o cálculo é de reconhecimento de marca. O CMO Matheus Girardi falou em "ampliar o reconhecimento de marca e fortalecer a proximidade com os brasileiros", segundo o Meio & Mensagem. Para o Santos, é receita nova num momento em que o master original está fora da camisa.
O prazo do Agibank é o dado a observar. Termina junto com a temporada, e a MP ainda não tem data de votação no Congresso. Em janeiro, o Santos pode voltar a ter duas perguntas abertas: quem estará no peito e se a Novibet ainda terá direito a esse espaço.
Foto: Divulgação/Santos




