O Santos está prestes a fechar a troca de fornecedora mais antecipada do seu histórico recente. A Adidas assumiria em 2028, com assinatura prevista para os próximos dias.
O contrato atual com a Umbro, que veste o clube desde 2018, vale até dezembro de 2027. A negociação com a alemã já está avançada e a assinatura era esperada ainda para o fim da semana. A apuração é do Sportbuzz.
Os valores não foram divulgados. Segundo a reportagem, a proposta da Adidas supera financeiramente o que a Umbro pratica hoje, mas o clube não confirma cifra, e sem número confirmado a comparação fica no qualitativo.
O que dá para medir é o prazo. Fechar em setembro de 2026 um contrato que começa em janeiro de 2028 significa 15 meses de antecedência. Para o clube, isso trava receita futura num momento em que o mercado de fornecedoras está aquecido. Para a marca, garante o ativo antes que um concorrente entre na disputa e empurre o preço para cima.
A escolha também tem leitura de posicionamento. A Umbro construiu no Santos uma operação de camisas retrô e de lançamentos com apelo de colecionador, o que sustentou volume sem exigir contrato de gigante. A Adidas opera em outro patamar de distribuição internacional, e é aí que está a aposta do clube.
Há um risco de calendário embutido. O acordo atravessa uma eleição presidencial no clube e mais de uma temporada esportiva, e contrato assinado hoje precisa valer para uma gestão que talvez não seja a mesma.
O que observar é a divulgação oficial dos termos. Prazo total, valor fixo, royalties e gatilhos por venda de produto são o que realmente diferencia esse tipo de acordo, e nada disso está público ainda.
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