O Remo entra em campo neste domingo contra o Flamengo na parte de baixo da tabela e no topo daquilo que sustenta o caixa do clube. Segundo o Remo 100%, a partida no Mangueirão já tinha cerca de 40 mil torcedores garantidos, com mais de 25 mil ingressos vendidos nas primeiras 24 horas e praticamente todos os setores esgotados.
O comportamento da carga explica o modelo. O Flamengo recebeu 10% dos ingressos, no setor B, e esgotou a arquibancada visitante cerca de duas horas depois da abertura das vendas, segundo o DOL. Os preços separam bem os dois públicos: R$ 100 na arquibancada e R$ 200 na cadeira para o torcedor do Remo, R$ 200 e R$ 400 para o visitante. O clube da casa cobra do rival quase o dobro e ainda vende primeiro.
O contexto financeiro é o que dá tamanho ao número. Levantamento publicado pelo DOL em junho mostrava o Remo com R$ 18,28 milhões de receita bruta de bilheteria no ano e R$ 11,05 milhões de renda líquida em 17 jogos como mandante, média de R$ 1,13 milhão líquido por partida, o que colocava o clube entre os seis melhores da elite. Cerca de 82% desse total veio do Brasileirão. Em 2024, o ano inteiro havia rendido R$ 13,8 milhões.
Ou seja, o acesso comprou audiência antes de comprar resultado. E aí mora o risco: receita concentrada em dia de jogo é altamente sensível à divisão. Se o Remo cair, a base de comparação volta a ser 2024, não 2026.
O que observar a seguir é o boletim de renda desta rodada e a velocidade de venda nos próximos jogos em casa, quando a tabela já não permitir ilusão.
Foto: Rodolfo Valle/Clube do Remo




