O Remo perdeu por 1 a 0 e saiu do Mangueirão com o melhor borderô da sua temporada na Série A.
Os números divulgados após a partida contra o Flamengo mostram 46.542 pagantes e 51.567 pessoas no estádio, com renda bruta de R$ 6.213.600. Depois das deduções, restaram cerca de R$ 4,7 milhões para o clube. Entre os descontos estão os 5% da Federação Paraense, algo em torno de R$ 310 mil, e R$ 80 mil de aluguel do estádio. Os dados são do Diário do Pará.
A comparação é o que dá tamanho ao número. O melhor jogo anterior do Remo na temporada foi contra o Palmeiras, em maio, com R$ 3.814.360 de renda bruta. O jogo com o Flamengo rendeu 63% a mais e virou, isolado, a maior arrecadação de dia de jogo do clube no ano.
O que isso compra é fôlego de caixa, não estrutura de receita. Bilheteria desse porte depende de duas variáveis que o Remo não controla: qual adversário a tabela entrega em casa e quantas datas sobram no returno. Um clube que tira o pico da receita de visitante grande tem um problema de previsibilidade, porque o mesmo estádio com o mesmo torcedor rende uma fração disso contra adversário de meio de tabela.
E há a variável mais cara de todas. O Remo está na penúltima colocação, com 23 pontos. Rebaixamento não reduz só a cota de televisão, reduz também o preço do ingresso e o número de jogos que enchem o Mangueirão.
O número a observar é a média de público do Remo nas próximas rodadas em casa. É ela que mostra se o Mangueirão cheio é um ativo do clube ou um efeito de quem estava do outro lado.
Foto: Irene Almeida/Diário do Pará




