A classificação do Atlético-MG sobre o Cruzeiro não mudou apenas o chaveamento. Mudou o orçamento dos dois clubes até dezembro.
A CBF paga R$ 4 milhões por clube nas quartas de final e R$ 9 milhões na semifinal da Copa do Brasil de 2026. O vice fica com R$ 34 milhões e o campeão com R$ 78 milhões, em uma edição que distribui cerca de R$ 500 milhões entre 126 clubes ao longo de nove fases. A tabela completa de cotas está no Terra.
A conta imediata é de R$ 5 milhões de diferença entre passar e cair nesta fase. Mas o número relevante não é esse. É o que fica atrás da porta: ao entrar na semifinal, o Atlético passa a disputar um caminho que vale até R$ 78 milhões, além de vaga direta na fase de grupos da Libertadores de 2027. Para um clube com arena própria e receita de dia de jogo relevante, a rodada extra em casa entra por cima da cota.
Do lado do Cruzeiro, a perda não se resume à premiação. A SAF perde dois jogos de mando potenciais no Mineirão, com bilheteria, camarote e ativação de patrocinador, além de encerrar em setembro a única competição de mata-mata do calendário. O restante do ano passa a depender exclusivamente do Brasileirão.
Vale registrar o que muda no formato. A final de 2026 será em jogo único, marcada para 6 de dezembro, o que concentra a maior cota da competição em uma partida só. Nenhum clube brasileiro já operou com essa distribuição.
O próximo marcador é o sorteio da semifinal e a definição de mando, que decide quem fecha em casa em novembro.
Foto: Rafael Ribeiro/CBF




