A meta do Corinthians para 2026 é clara e foi o próprio clube que a colocou na mesa: 25 milhões de euros em vendas de atletas para desafogar o caixa. A janela europeia fechou em 1º de setembro e a operação que sustentava boa parte dessa conta continua travada.
O negócio com o Nottingham Forest pelo volante André girava em torno de 13,6 milhões de libras, algo próximo de R$ 95 milhões. O clube inglês ainda não devolveu a versão final do contrato e a transferência passou a ser vista como improvável internamente, segundo apuração da Gazeta Esportiva. O Corinthians não confirma valores oficialmente.
O impasse não é preço, é bônus. O clube paulista pede 5 milhões de euros em metas de performance e 20% de lucro em revenda futura. O Nottingham ofereceu 3 milhões em bônus. São 2 milhões de euros de distância, o que em qualquer outra situação seria detalhe de fechamento. Aqui não é, porque o comprador começou a negociar com o colombiano Gustavo Puerta, do Racing Santander, para a mesma função.
A leitura de fluxo de caixa é o que importa. Com a janela europeia fechada, uma eventual saída do André só se concretiza mais adiante no ano, com o jogador chegando ao destino no fim de 2026. Isso empurra o reconhecimento da receita e mantém o clube dependente de outras vendas para fechar a conta do exercício.
O contexto agrava. O Corinthians opera sob impedimento de registrar reforços por dívidas em aberto e enfrenta cobrança interna sobre atraso de direitos de imagem e premiações. Cada venda que não fecha aumenta o peso da próxima.
O que observar é o mercado sul-americano e o asiático, que ainda têm janela aberta e podem virar a saída do clube.
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians




