Palmeiras e Vasco somaram R$ 13 milhões cada com a classificação desta quarta-feira. São R$ 4 milhões pela vaga nas quartas mais R$ 9 milhões pela semifinal, segundo a tabela de cotas da CBF detalhada pelo Terra.
A escada até o fim é o que dá dimensão ao torneio. O vice leva R$ 34 milhões e o campeão, R$ 78 milhões. Para um clube de folha média da Série A, o prêmio de campeão cobre boa parte de um ano de salários do elenco profissional. É por isso que a Copa do Brasil pesa mais no orçamento de clube brasileiro do que qualquer campanha de Brasileirão que não termine em título.
O detalhe operacional é a data. A semifinal só será disputada em 1º e 8 de novembro, o que significa que a próxima cota, a de finalista, só se define no fim do ano. Quem estava contando com esse dinheiro para fechar o exercício de 2026 vai depender de dois jogos disputados a menos de dois meses do balanço.
Para o Vasco, que abre a zona de rebaixamento e conduz em paralelo o processo de venda da SAF, a diferença entre parar na semi e chegar à final é de R$ 21 milhões, contando o salto de semifinalista para vice. Não resolve o passivo, mas muda a conversa com investidor, porque receita de premiação é linha previsível, diferente de venda de jogador.
O que observar a seguir é o efeito no fluxo de caixa. Se o pagamento das cotas seguir o padrão de repasse por fase, os R$ 9 milhões da semifinal só circulam depois de novembro, já perto do fechamento do ano.
Foto: Divulgação/CBF




