Perder a final da Libertadores vale US$ 7 milhões. Ganhar a Sul-Americana vale US$ 10 milhões. A diferença entre os dois torneios da Conmebol fica clara agora que o Palmeiras e o Atlético-MG chegaram às decisões.
O Palmeiras já tem garantidos US$ 14,27 milhões na Libertadores 2026, cerca de R$ 71,6 milhões no câmbio de R$ 5,02 usado pelo ABCD do ABC, que divulgou a conta fase a fase. A conta soma participação e vitórias na fase de grupos, as classificações em cada mata-mata e o piso de vice. Com o título, os US$ 7 milhões do vice viram US$ 25 milhões, e o total chega a US$ 32,27 milhões, por volta de R$ 162 milhões. A final de 28 de novembro, portanto, vale US$ 18 milhões de diferença.
Na Sul-Americana, a escala é outra. Segundo O Tempo, o Atlético somou cerca de R$ 14 milhões até a semifinal. A vaga na final acrescenta pelo menos US$ 2,5 milhões, e o total garantido passa de R$ 27 milhões. O título, de US$ 10 milhões, levaria a conta a cerca de R$ 66 milhões. O jornal mineiro usa um câmbio implícito perto de R$ 5,20, então os valores em reais das duas competições não são exatamente comparáveis.
Para o Atlético, o dinheiro chega com endereço. O panorama divulgado na quarta pela Anresf, a agência de fair play financeiro da CBF, aponta o clube com a maior dívida de curto prazo do país, R$ 1,36 bilhão, e com 45 dias para regularizar pendências assumidas em 2026, que envolvem Bahia e Santos. A premiação não resolve o passivo, mas é caixa novo e rápido, que serve exatamente para fechar esse tipo de conta.
Para o Palmeiras, um dos seis clubes da Série A sem pendências no levantamento, a premiação reforça uma vantagem que já existe. O clube terá a Libertadores pagando, de novo, uma fatia relevante da temporada.
O próximo número a observar sai nesta quinta. Se o Flamengo eliminar o Estudiantes, os US$ 25 milhões do título ficam garantidamente no Brasil, e a final de Montevidéu vira uma disputa de US$ 18 milhões entre dois clubes brasileiros.
Foto: Cesar Greco/Palmeiras




