O Palmeiras chegou a setembro com a parte mais difícil do orçamento praticamente resolvida, e ela não veio de bilheteria nem de patrocínio.
Segundo levantamento da Rádio Itatiaia, o clube arrecadou cerca de R$ 375 milhões com venda de jogadores em 2026, o que representa 93,8% da meta orçada para o ano, de R$ 399,6 milhões. A linha de transferências responde por 32% de toda a receita prevista no orçamento, o que já diz onde o modelo se apoia.
A conta é concentrada. A venda de Allan ao Manchester City, por R$ 225 milhões em valores fixos, sozinha cobre 60% do que entrou. Depois vêm Facundo Torres para o Austin FC por R$ 50 milhões, Riquelme Fillipe para o Inter Miami por R$ 30,7 milhões, Kaique para o Sporting por R$ 24 milhões e Jhon Jhon para o Bragantino por R$ 20 milhões.
O contexto explica a urgência. O clube apresentava déficit superior a R$ 150 milhões até julho, o que significa que o dinheiro das vendas não é caixa livre para reforçar elenco, é tapa-buraco de operação. Um terço da receita depender de transferência também é fragilidade estrutural: basta uma temporada sem cria vendável para o orçamento seguinte nascer torto.
O que observar daqui pra frente são duas coisas. Primeiro, se o clube fecha os cerca de R$ 25 milhões que faltam com venda nova ou com bônus de contratos já assinados, porque a diferença entre as duas coisas muda o fluxo de caixa. Segundo, o balanço do segundo semestre, que é onde dá para ver se os R$ 375 milhões arrumaram o déficit ou apenas o adiaram.
Foto: Fabio Menotti/Palmeiras




