O Nubank Parque unificou as diretorias de comercial e marketing sob um comando só. Thais Gramani Serra assume as duas áreas e passa a responder pela estratégia de patrocínios e pelo desenvolvimento de oportunidades comerciais da arena. O anúncio saiu na Máquina do Esporte.
A executiva está na casa há onze anos. Entrou em 2015 como supervisora de marketing e patrocínios, passou por coordenação e gerência e era gerente sênior de marketing desde abril de 2024. Antes disso trabalhou em agência de marketing esportivo, com passagem por corrida de rua e automobilismo.
O número que dá dimensão à mudança é o inventário: a arena opera com 15 patrocinadores e 160 camarotes. Em operação de estádio, esses dois blocos costumam ser vendidos por times diferentes, com metas diferentes e, quase sempre, com atrito. O comercial quer fechar contrato novo, o marketing quer proteger a exposição de quem já está dentro. Juntar as duas cadeiras é a resposta clássica para esse atrito e concentra numa pessoa a decisão sobre o que entra no inventário e por quanto.
Para o mercado, o efeito prático é de interlocução. Patrocinador e agência passam a negociar cota e ativação no mesmo lugar, o que encurta ciclo de venda. O risco é o inverso: diretoria enxuta com decisão concentrada tende a criar fila quando o volume de propostas sobe.
A arena trocou de naming rights e hoje leva o nome do Nubank, no lugar do antigo Allianz Parque. Troca de naming costuma reabrir a régua de preço do inventário inteiro, porque o parceiro principal redefine o teto do que os demais podem ocupar. O que observar é a renovação das cotas que vencem no fim do ano. É ali que se mede se a nova estrutura entrega preço melhor ou apenas processo mais curto.
Foto: Divulgação/Palmeiras




