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    NFL estreia no Maracanã e deixa para Flamengo e Fluminense a máquina do gramado híbrido

    Ravens e Cowboys jogam neste domingo no Rio, e a liga deixa no estádio o equipamento de costura sintética e a infraestrutura digital de acesso.

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    Redação Driblou

    27 de setembro de 20262 min de leitura
    NFL estreia no Maracanã e deixa para Flamengo e Fluminense a máquina do gramado híbrido

    O Maracanã recebe neste domingo, às 17h25, o primeiro jogo oficial da NFL no Rio de Janeiro: Baltimore Ravens contra Dallas Cowboys, pela terceira semana da temporada. Para o futebol, a notícia não é o jogo. É o que fica depois dele.

    Para aguentar o futebol americano, o gramado foi reforçado com fibras sintéticas costuradas na grama natural, virando um campo híbrido. O trabalho foi feito com uma máquina GrassMaster Stitch, e ela vai permanecer no estádio para uso do Consórcio Flamengo-Fluminense, que administra o Maracanã, segundo apurou o VAVEL Brasil.

    Isso mexe num ponto sensível. O gramado do Maracanã é alvo frequente de reclamação por causa da quantidade de jogos, e a dupla Fla-Flu já precisou tirar partidas do estádio para recuperar o campo. Ter o equipamento de costura dentro de casa dá ao consórcio uma ferramenta própria de manutenção justamente na reta final da temporada.

    O legado também é digital. A NFL modernizou a rede de Wi-Fi e implantou bilhetagem digital com validação biométrica de acesso, estrutura que permanece no estádio. Para um consórcio que vende ingresso para dois clubes de massa, acesso mais rápido e informação melhor sobre quem entra no estádio têm valor comercial direto.

    Do lado da liga, a aposta é de longo prazo. O acordo assinado em 2025 prevê ao menos três jogos de temporada regular no Maracanã até 2030. A NFL diz que o Brasil já é seu segundo maior mercado fora dos Estados Unidos, atrás do México, com cerca de 41 milhões de fãs, e espera que o jogo do Rio gere o maior impacto econômico entre as três partidas feitas no país. O número final sai de auditoria independente, ainda sem data.

    O que observar agora é o estado do campo na volta do Brasileirão. Se o híbrido segurar o calendário de Flamengo e Fluminense na reta final, o consórcio ganha um argumento para trazer mais eventos sem sacrificar o futebol.

    Foto: Divulgação/Maracanã

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    Redação Driblou

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