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    MP das bets fecha prazo com 97 emendas e o futebol ainda sem relator para defender seus patrocínios

    Prazo de emendas terminou na terça. Comissão mista não tem presidente nem relator, e a MP entra em regime de urgência em 9 de novembro.

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    Redação Driblou

    14 de outubro de 20262 min de leitura
    MP das bets fecha prazo com 97 emendas e o futebol ainda sem relator para defender seus patrocínios

    O prazo terminou com 97 emendas. É quase o dobro das 59 registradas até o dia 10 e mostra a pressão do setor sobre a MP 1.394, que proibiu as apostas de quota fixa e a publicidade das bets no país. A contagem final é do Brasil em Folhas.

    Para o futebol, o volume importa menos que o conteúdo. Segundo o iGaming Business, até o dia 10 eram 11 emendas que preservavam as apostas esportivas e proibiam apenas o cassino online. Uma delas permitiria apostar só em resultado final, placar e métricas coletivas, vetando aposta em lance individual. Marcos Braz propôs transição de até dois anos para as marcas saírem de uniformes e estádios. Outras emendas vão no sentido oposto e proíbem até o naming rights de estádios e competições.

    O problema dos clubes é o calendário. A comissão mista já tem 12 senadores e 13 deputados indicados como titulares, mas ainda não tem presidente nem relator, e a cúpula do Congresso não definiu data de votação. A MP foi editada em 25 de setembro, tem vigência inicial até 23 de novembro, prorrogável, e entra em regime de urgência em 9 de novembro.

    Enquanto isso, a regra vale. Clubes que tinham bet no peito, como o Corinthians, já trocaram de patrocinador por contratos curtos e mais baratos, e cada semana sem definição é receita que não volta. As empresas também pagaram R$ 30 milhões de outorga pela licença, sem reembolso previsto no texto.

    O cenário político complica. Lula, candidato à reeleição, usa a proibição total como bandeira. Flávio Bolsonaro defende manter as apostas esportivas e proibir só os cassinos online. Líderes partidários falam em aprovar uma versão de escopo menor.

    O próximo número a observar é o nome do relator. É ele quem decide quais dessas 97 emendas entram no texto, e se o futebol volta a ter a sua principal fonte de patrocínio.

    Foto: Agência Brasil

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    Redação Driblou

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