O Corinthians fechou o ciclo Memphis Depay com uma conta de R$ 111.613.590,80, segundo levantamento do Lance!. Dividido pelos 81 jogos do holandês, dá R$ 1,37 milhão por partida.
A composição explica o tamanho do número. As luvas somaram R$ 25,2 milhões. Salário e direitos de imagem ficaram em R$ 28,35 milhões cada. O bônus por 70% de jogos disputados entre 2024 e 2025 rendeu R$ 6,3 milhões, o bônus por 25 participações em gols no mesmo período somou R$ 4,72 milhões e os três títulos conquistados, Paulistão, Copa do Brasil e Supercopa, custaram R$ 14,17 milhões. O contrato assinado entre agosto e setembro de 2026 acrescentou R$ 4,5 milhões.
A leitura por entrega muda o ângulo. Foram 34 participações diretas em gols, sendo 20 gols e 14 assistências, o que dá R$ 3,28 milhões por participação e R$ 5,58 milhões por gol.
O contexto financeiro é o que torna esse número relevante para além da curiosidade. O clube divulgou déficit de R$ 246 milhões no primeiro semestre de 2026, acima dos R$ 138 milhões orçados, com R$ 283,9 milhões de gasto com pessoal sobre receita operacional líquida de R$ 394,2 milhões e dívida total de R$ 2,8 bilhões, conforme o balanço noticiado pelo Lance!.
Colocando lado a lado, o custo total de dois anos de Memphis equivale a quase metade do déficit que o clube acumulou em um único semestre. Isso não significa que a contratação foi errada, porque três títulos entraram na conta do outro lado. Significa que o Corinthians operou no limite superior do que a estrutura dele suporta.
O que observar é a folha de 2027 sem esse contrato dentro. É lá que se vê se o alívio aparece na linha de pessoal ou se foi recomposto na hora por outra contratação.
Foto: Miguel Schincariol/AFP




