DriblouBusiness

    Infantino pede desculpas ao Conselho da Fifa pela subsidiária dos direitos da Copa que teria 20% vendidos a fundo de Kushner

    O presidente admitiu erro na condução do Fifa Forward Enterprise, mas não abriu os documentos. Wenger desponta como opositor para a eleição de março.

    R

    Redação Driblou

    16 de outubro de 20262 min de leitura
    Infantino pede desculpas ao Conselho da Fifa pela subsidiária dos direitos da Copa que teria 20% vendidos a fundo de Kushner

    A reunião do Conselho da Fifa desta quinta-feira não foi sobre o dinheiro que Gianni Infantino quer distribuir. Foi sobre o dinheiro que ele tentou vender.

    Infantino pediu desculpas aos outros 36 membros do Conselho por não ter compartilhado os planos do Fifa Forward Enterprise, segundo a Máquina do Esporte. A subsidiária assumiria os direitos comerciais dos torneios da entidade, Copa do Mundo incluída. Depois, 20% dela seriam vendidos à Thrive Capital, de Joshua Kushner, irmão do genro de Donald Trump. Para dimensionar: a Copa de 2026 rendeu US$ 15 bilhões à Fifa.

    O pedido de desculpas veio sem o que os dirigentes queriam. Infantino reconheceu o erro na condução, mas não aceitou abrir os documentos da negociação. Debbie Hewitt, presidente da federação inglesa, disse à BBC que foi decepcionante não ter as respostas pedidas. Segundo ela, outros membros concordaram que Infantino não tem condições de seguir no cargo.

    O plano de distribuição apresentado no mesmo encontro, com US$ 25 milhões por federação e US$ 99 milhões por confederação no ciclo 2027 a 2030, não teve decisão anunciada e segue para o Congresso. Lido junto com o recuo no FFE, ele funciona como argumento de campanha: mais dinheiro na base, que é quem vota.

    A oposição ganhou rosto. Arsène Wenger, chefe de desenvolvimento global da Fifa e antes próximo de Infantino, rompeu com ele quando o projeto veio a público e disse que retirar o FFE foi uma decisão absolutamente necessária. Dirigentes da Uefa o elogiam. Luís Figo e Michele Kang também aparecem como possíveis candidatos.

    Para clubes e federações brasileiras, a pergunta é de fluxo de caixa. O repasse prometido depende de quem ganhar, e a forma como a Fifa vai explorar seus direitos comerciais depois de 2026 ficou em aberto. As datas para acompanhar são 18 de novembro, prazo para inscrição de candidaturas, e 18 de março de 2027, quando 211 federações votam no Congresso de Rabat.

    Foto: Getty Images

    R

    Escrito por

    Redação Driblou

    O futebol no seu email, todo dia

    Assine a newsletter diária do Driblou: o giro do mercado da bola, o essencial do Brasileirão e uma análise que você não vai ler em outro lugar. Sem spam.

    Leia também