O Grêmio passou dez meses com o espaço mais caro da camisa vazio. Nesta quarta-feira, preencheu com uma casa de apostas.
O clube anunciou a Pitaco como nova patrocinadora master, com contrato de três anos. A empresa brasileira nasceu em 2019 no mercado de fantasy sports, migrou para as apostas esportivas e pertence ao grupo mexicano Draftea. O comunicado está reproduzido pela CNN Brasil.
O Grêmio não divulgou valores. Segundo a imprensa gaúcha, citada pelo Diário do Grande ABC, a Pitaco pagaria R$ 40 milhões por ano. Se confirmado, são R$ 120 milhões no ciclo, abaixo dos R$ 50 milhões anuais que a Alfa prometeu em 2025 e não conseguiu honrar.
É aí que está o ponto do negócio. A diretoria trabalhava para evitar outra bet depois do calote da Alfa, que patrocinava também o Internacional. Voltou ao setor mesmo assim, o que diz muito sobre quem ainda paga caro por esse espaço. A troca é de valor nominal por previsibilidade: um número um pouco menor, com um grupo internacional por trás.
Para um clube com dívida de R$ 935,6 milhões, segundo o mesmo levantamento, receita fixa de três anos pesa mais que o tamanho do cheque.
Existe uma segunda frente. A farmacêutica Cimed, que já patrocina Palmeiras, Cruzeiro e a CBF, negocia outro espaço na camisa. Conforme apurou o colunista César Cidade Dias, da GZH, em relato do NSC Total, a assinatura depende de cláusulas atreladas à permanência do Grêmio na Série A.
É o dado a observar. O Grêmio briga contra o rebaixamento, e parte da receita comercial de 2027 passa a depender do que o time fizer nas últimas dez rodadas.
Foto: Divulgação/Grêmio




