O futebol brasileiro vai tentar transformar discurso de sustentabilidade em nota. O Movimento Sustentabilidade em Campo apresenta nesta segunda-feira, na Semana do Clima de Nova York, o Índice Brasileiro de Sustentabilidade no Futebol, ferramenta criada para medir práticas ambientais, sociais e de governança dos clubes das Séries A e B.
O painel acontece às 11h no horário de Nova York, dentro da programação que vai de 20 a 27 de setembro, com o título O Futuro do Esporte: Sustentabilidade, Investimento e Legado. Participam o vice-presidente da CBF Ricardo Paul, a ativista Kely Nascimento e o diretor institucional do movimento, Pedro Pugliese. A informação é do Lance! Negócios.
O cálculo comercial por trás do índice é direto. Fundo de investimento e grande anunciante já operam com filtro ESG obrigatório, e hoje um clube brasileiro que negocia patrocínio ou aporte não tem como comprovar prática nenhuma com métrica comparável. Sem número padronizado, cada clube apresenta o que quer, do jeito que quer. Um índice público muda a conversa de sala de reunião, porque cria base de comparação entre concorrentes que disputam o mesmo orçamento de marca.
Marcelo Linguitte, presidente do movimento, afirmou que apresentar o índice é um passo para traduzir compromissos em práticas mensuráveis. O clube não precisa concordar com a metodologia para ser afetado por ela. A partir do momento em que existe ranking, ausência também vira informação.
O que observar a seguir são duas coisas. Primeiro, quais clubes aceitam entrar na primeira rodada de avaliação. Segundo, se o índice aparece como critério em algum contrato de patrocínio até a Copa do Mundo Feminina de 2027, que o Brasil vai sediar e que o movimento já trata como vitrine comercial.
Foto: Divulgação/Movimento Sustentabilidade em Campo




