O Flamengo achou uma forma de cobrar por aquilo que já produz de graça: gol. O clube fechou com a CRMBonus um modelo de assinatura em que o desempenho do time vira moeda virtual para o torcedor, e a marca passa a ocupar o meião do uniforme.
A mecânica é direta. A assinatura custa R$ 15 por mês, com entrada promocional de R$ 1,99. Cada renovação entrega 100 Vale Bonus, e cada gol do time adiciona outros 100, com piso de 500 créditos por ciclo e acréscimo por gol a partir do quinto. Somam-se a isso R$ 1 milhão distribuídos em prêmios por mês e sorteios semanais de R$ 125 mil. Segundo a Máquina do Esporte, o programa tem potencial de movimentar R$ 100 milhões.
O que o Flamengo vende aqui não é mídia, é recorrência. Marcos Senna, do clube, falou em construir receitas recorrentes, e essa é a diferença em relação a um patrocínio de peito tradicional: a receita não é um fixo anual negociado uma vez, ela cresce com base de assinantes e com resultado em campo. O risco também muda de lado, porque temporada ruim significa menos gol e menos engajamento.
Do outro lado, a CRMBonus, que diz ter 7 milhões de clientes na plataforma de fidelidade, compra acesso à maior base de torcedores do país e exposição semanal no uniforme. Alexandre Zolko, da empresa, resumiu como uma relação em que todos ganham.
Os números a observar são dois, e nenhum foi divulgado: quantos assinantes o programa converte nos primeiros meses e qual o valor fixo garantido ao clube, se existir. Sem isso, os R$ 100 milhões continuam sendo projeção, não receita contratada.
Foto: Gilvan de Souza / Flamengo




