A saída de Everton Cebolinha não entra no Flamengo como receita de transferência. Entra como corte de custo, e é assim que o clube está tratando a operação.
O salário do atacante é estimado em R$ 3,6 milhões por mês, e o vínculo ia até dezembro de 2026. Com a liberação, o clube deixa de desembolsar cerca de R$ 14,4 milhões até o fim do contrato, segundo apurou o Netfla. O clube não divulga vencimentos individuais, e o número não considera encargos, o que na prática torna a economia maior do que a conta simples sugere.
O ponto não é o tamanho absoluto do valor. Para um clube que projeta faturamento na casa do bilhão em 2026, R$ 14,4 milhões não mudam o balanço. O que muda é a linha em que esse dinheiro estava alocado: folha salarial de um jogador que não era tratado como essencial pela comissão técnica e que já vinha fora dos planos. Custo fixo alto em atleta reserva é o que trava reposição de elenco na janela seguinte.
A operação também renuncia a receita. O Flamengo não recebe valor de transferência nem compensação pela liberação antecipada, conforme o Terra. Em um contrato que morria em dezembro, a alternativa realista era pagar os quatro meses e ver o jogador sair de graça de qualquer forma. Trocar receita zero por despesa zero é o cálculo que sobrou.
O que observar a seguir é se a vaga aberta na folha volta a ser preenchida em janeiro ou se vira margem. O próximo balanço mostra qual das duas coisas o Flamengo escolheu.
Foto: Adriano Fontes/Flamengo




