O mercado global de transferências bateu recorde na janela pós-Copa, e o Brasil terminou o período exatamente onde sempre termina, do lado de quem vende.
Segundo o relatório da FIFA divulgado nesta quinta, o futebol masculino movimentou US$ 9,89 bilhões, perto de R$ 50 bilhões, com quase 12 mil jogadores transferidos e alta de 1,5% sobre o mesmo período de 2025. Os números estão na Máquina do Esporte.
O recorte brasileiro é o que interessa para quem trabalha aqui. Os clubes do país arrecadaram US$ 212 milhões com vendas e gastaram US$ 127 milhões em compras, conforme o levantamento reproduzido pelo Bem Paraná. O saldo positivo fica em US$ 85 milhões, e o Brasil aparece em sétimo no volume total movimentado, com 843 negociações somando entradas e saídas.
Vale ler o que esse saldo diz e o que ele não diz. Ele confirma o país como fornecedor de matéria-prima, com 525 saídas contra 318 chegadas. Não confirma força financeira. US$ 212 milhões distribuídos entre 20 clubes de Série A e todo o resto do sistema é pouco perto do rombo que um único clube grande registra num semestre.
O efeito Copa também aparece na conta. A FIFA registra 267 jogadores que disputaram o Mundial trocando de time, com movimentação combinada de US$ 3,3 bilhões, cerca de um terço de tudo o que rodou no mundo.
Do lado brasileiro, a operação de maior destaque foi a saída de Bruninho, do Athletico-PR, para o Shakhtar Donetsk por 11 milhões de euros, terceira maior venda do país na janela.
O próximo número a observar é o da janela de janeiro, quando o efeito Copa já tiver passado e der para medir o mercado no ritmo normal.
Foto: Rui Santos




