O maior contrato de patrocínio do Corinthians virou disputa jurídica. A Esportes da Sorte notificou o clube de que quer encerrar o acordo de patrocínio master sem pagar multa. O Corinthians não aceita os termos. A informação foi publicada pelo UOL e confirmada pela Gazeta Esportiva.
O valor em jogo explica a tensão. O contrato prevê R$ 150 milhões fixos por ano e vale até dezembro de 2029, depois de renovado em fevereiro. Só as temporadas de 2027 a 2029 somam R$ 450 milhões no papel. O acordo está suspenso desde 6 de outubro, quando passou a valer a Medida Provisória que proíbe a operação e a publicidade de casas de aposta e cassinos virtuais no país.
As duas leituras são opostas. A empresa entende que já pode encerrar a parceria. O clube, segundo a apuração, defende que o contrato fique suspenso até a questão federal ser resolvida e, se houver rescisão, que a patrocinadora pague a multa prevista. O valor dessa multa não foi divulgado oficialmente.
Há um complicador no caixa. O Corinthians recebeu R$ 47 milhões em adiantamentos da patrocinadora e, antes das quartas de final da Libertadores contra o Estudiantes, pediu outro para quitar salários atrasados. A estimativa é de que o total adiantado gire em torno de R$ 60 milhões. Com o contrato rompido, a Esportes da Sorte poderia passar a figurar como credora do clube.
Enquanto isso, o espaço master tem dono provisório: a Shopee assinou em outubro para estampar a camisa até o fim de 2026.
O próximo marco é a audiência pública convocada pelo ministro Luiz Fux no STF, na terça-feira, 3 de novembro, em Brasília, com clube e empresa presentes. O desfecho ali tende a definir se a briga vira acordo ou processo, e serve de referência para todos os clubes com contrato suspenso pela MP.
Foto: Gustavo Vasco/Corinthians




