O número que a SAFiel levou ao Parque São Jorge, segundo os próprios proponentes, é de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões de captação. É a ordem de grandeza necessária para encostar na dívida do Corinthians, estimada em cerca de R$ 2,7 bilhões, incluindo a hipoteca da Neo Química Arena. O clube não confirma projeções.
A reunião de quarta-feira durou pouco mais de quatro horas. Do lado do clube estavam o presidente Osmar Stabile, o presidente do Conselho Deliberativo Romeu Tuma Júnior, o presidente do Conselho de Orientação Miguel Marques e o presidente do Conselho Fiscal Haroldo Dantas. Do lado da proposta, os fundadores Eduardo Salusse e Carlos Teixeira, com integrantes do comitê de acompanhamento. O detalhamento está no MeuTimão.
Ninguém assinou nada, e não era esse o objetivo. Salusse disse que as dúvidas do clube serão formalizadas por escrito até sexta-feira e respondidas em uma semana. Esse é o calendário que importa daqui pra frente, porque é a primeira vez no ano que a proposta sai do campo do abaixo-assinado e entra no da diligência formal.
O desenho da SAFiel é de SAF com torcedor acionista, com entrada a partir de R$ 250 e limite por CPF. A captação seria destinada a quitar dívidas do futebol, investir no elenco, em infraestrutura e em governança. O prazo de instalação é de 360 dias após a aceitação. O abaixo-assinado virtual reúne cerca de 105 mil signatários.
O que observar a seguir são as respostas escritas ao documento de Tuma Júnior. É ali que a proposta deixa de ser tese e vira, ou não, número auditável.
Foto: MeuTimão




