Cada mês de direitos de imagem atrasado no Corinthians custa cerca de R$ 10 milhões. O clube está com dois em aberto.
A parcela referente a agosto venceu em 20 de setembro e não foi paga, somando-se a outro mês já pendente. Não há prazo definido para regularização. A apuração é da Gazeta Esportiva.
O número importa pelo que ele representa dentro do contracheque. Direitos de imagem não são bônus, são parcela estruturante da remuneração dos jogadores brasileiros, e um atraso de dois meses significa que parte relevante do salário efetivo do elenco está represada. Somam-se a isso pendências de férias e de premiações.
O contexto financeiro explica por que a conta não fecha. O Corinthians registrou déficit de R$ 246,039 milhões no primeiro semestre de 2026 e carrega cerca de R$ 21,5 milhões em dívidas que geraram transfer bans. São três impedimentos ativos, o que trava o registro de novos atletas e fecha justamente a saída que clubes endividados costumam usar, que é vender caro depois de contratar barato.
Vale registrar o que o clube conseguiu pagar. Os salários de agosto foram regularizados poucos dias antes do jogo contra o Estudiantes pela Libertadores, o que indica priorização de caixa por vencimento mais sensível, não folga.
O padrão é conhecido no futebol brasileiro e costuma terminar em ação trabalhista ou em rescisão indireta pedida por atleta com mercado. Com transfer ban em vigor, o clube que perder jogador por essa via não pode repor.
O que observar é o balanço do segundo semestre e a eventual quitação dos transfer bans antes da janela de dezembro. Enquanto os três estiverem de pé, qualquer plano de reforço é conversa.
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