O número que organiza o ano do Corinthians não está na tabela. É um déficit de R$ 246 milhões no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento da Gazeta Esportiva, num clube que atravessou a janela europeia inteira sem vender um jogador sequer.
A meta orçada para 2026 é de R$ 150 milhões em receita de transferências. Até aqui, zero. Com a permanência de André, que era a saída mais provável do ciclo, a conta inteira passou para outro nome. O cenário está detalhado na Gazeta Esportiva.
O nome é Breno Bidon. O Besiktas sinalizou disposição de chegar a 20 milhões de euros, algo perto de R$ 118 milhões na cotação atual, segundo a mesma apuração. Proposta formal nesse patamar ainda não foi registrada, e o clube não confirma valores.
Se a venda sair pelo teto sinalizado, uma única operação cobre quase 80% da meta anual de transferências e abate parte relevante do rombo do semestre. Se não sair, o Corinthians entra no último trimestre sem a linha de receita que sustentava o orçamento e sem janela para corrigir a rota.
Aí está o detalhe que muda a leitura. A janela europeia já fechou sem venda alguma. A conversa com o Besiktas continua de pé porque o mercado turco ainda opera, e é justamente isso que joga o poder de barganha para o lado de quem compra. Vendedor com prazo curto e meta descoberta não negocia bem, negocia rápido.
O próximo marco a observar é a divulgação do balanço do terceiro trimestre. É nele que dá para ver se o déficit foi endereçado com receita nova ou apenas empurrado com mais dívida.
Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians




