A Conmebol deve faturar cerca de R$ 4,9 bilhões por ano com os direitos de Libertadores e Sul-Americana até 2030, algo perto de US$ 1 bilhão. O número é da coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo, reproduzido pelo Portal da TV. A entidade não confirma valores por país.
O mapa brasileiro mudou mais do que o valor sugere. Segundo a apuração, a Globo renovou a Libertadores com reajuste de até 15%, manteve a exclusividade na TV aberta e a GE TV segue sozinha no YouTube. A ESPN renovou no mesmo formato e levou dois pacotes da Sul-Americana na TV paga. A mudança grande está na Sul-Americana: a TNT Sports teria pago R$ 243 milhões para assumir o torneio a partir de 2027, no lugar do SBT.
O Paramount+ ficou com um dos pacotes da Libertadores, dividido com a Globo. São 41 jogos por temporada, incluindo a final, com um jogo no SporTV e outro no streaming, segundo a Sport Insider. O próprio Paramount+ já tinha anunciado 164 jogos exclusivos entre 2027 e 2030.
A engenharia explica o aumento. Um pacote de 80 jogos da Libertadores foi partido em dois para TV paga e streaming, o que criou três pacotes e mais compradores disputando inventário. A Sul-Americana saiu cerca de 50% mais cara que no ciclo anterior.
Para os clubes brasileiros, a conta chega pela premiação, que a Conmebol paga por fase e que sai em boa parte do dinheiro de mídia. Um ciclo mais caro abre espaço para cotas maiores. Quanto disso vai para o bolso dos clubes, a entidade ainda não disse.
O ponto a observar é a tabela de premiação de 2027, quando a Conmebol divulgar. É ali que dá para medir se o aumento de receita vira dinheiro para quem joga ou fica na estrutura da confederação.
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