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    Relatório da recuperação judicial mostra Botafogo com dívida de R$ 3,5 bilhões e déficit de R$ 224 milhões no semestre

    O futebol gastou R$ 412 milhões e arrecadou R$ 187,5 milhões entre janeiro e junho. Vendas de jogadores ficaram para 2027.

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    Redação Driblou

    24 de setembro de 20262 min de leitura
    Relatório da recuperação judicial mostra Botafogo com dívida de R$ 3,5 bilhões e déficit de R$ 224 milhões no semestre

    A SAF do Botafogo gastou mais que o dobro do que arrecadou no primeiro semestre. O número está no quarto relatório mensal da administração judicial.

    Entre janeiro e junho, o futebol teve despesas de R$ 412 milhões e receita de R$ 187,5 milhões, um déficit de R$ 224,5 milhões. A dívida total chega a R$ 3,5 bilhões, dos quais R$ 1,29 bilhão está sujeito à recuperação judicial. Os dados foram publicados pelo FogãoNET.

    A composição explica o tamanho do buraco. São R$ 967 milhões em compra de atletas, R$ 715 milhões em empréstimos, R$ 836 milhões em obrigações classificadas como repasses futuros e R$ 482 milhões em tributos. O relatório ainda reconhece R$ 951 milhões devidos ao clube social.

    O caixa é curto. A SAF tinha cerca de R$ 64 milhões disponíveis, prevê R$ 67 milhões em receitas até dezembro e R$ 139 milhões em aportes via subscrição de ações. Somados, dão cerca de R$ 270 milhões, pouco acima de um semestre de déficit no ritmo atual. Segundo a Gazeta Botafogo, o documento não especifica a origem dos aportes.

    A outra alavanca foi adiada. As vendas de jogadores previstas para o segundo semestre ficaram para o início de 2027.

    A disputa societária completa o quadro. Em 17 de setembro, uma juíza da Flórida declarou nulo, por revelia, o contrato de 2022 que transferiu as ações de John Textor para a Eagle Football Holdings BidCo, reconhecendo a ele 90% do capital votante. A decisão só produz efeito no Brasil depois de homologada pelo STJ.

    Para quem negocia com o Botafogo, fornecedor, credor ou clube vendedor, a pergunta imediata é quem assina. O próximo relatório mensal e o andamento no STJ são os dois pontos a acompanhar.

    Foto: Vítor Silva/Botafogo

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    Redação Driblou

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