O dinheiro já está entrando. O controle, ainda não.
A GDA Luma, do mexicano Gabriel de Alba, só deve assumir a SAF do Botafogo depois que o plano de recuperação judicial do clube for aprovado. A informação foi publicada pelo jornal O Globo e reproduzida pelo Jogada10, no Terra.
Os números do acordo ajudam a dimensionar a operação. Segundo a reportagem, o fundo já aportou US$ 50 milhões (cerca de R$ 253,6 milhões) dos US$ 105 milhões (R$ 532,6 milhões) previstos no acordo societário. Na próxima semana, devem entrar mais US$ 7 milhões, perto de R$ 35,5 milhões. Com isso, a GDA terá colocado mais da metade do compromisso total sem ter o comando do futebol.
A lógica é de negociação com credores. A diretoria atual avalia que uma mudança de controle agora poderia atrapalhar as conversas para pagar menos do que o valor original da dívida da SAF, que chega a R$ 3 bilhões. Trocar o dono no meio da mesa tende a mudar o apetite de quem está cobrando.
O gargalo é a adesão. Para aprovar o plano, o Botafogo precisa de mais da metade dos credores. Até agora, segundo a reportagem, chegou a algo entre 35% e 40%. A maior resistência estaria entre os clubes que estão na fila de recebimento.
Enquanto isso, a SAF segue sob controle do associativo, dono de 51% das ações. O clube social também acionou o bônus de subscrição alegando fraude em aporte feito por John Textor, ex-gestor da SAF.
O que observar é a assembleia de credores. É ela que destrava a troca de controle e, na prática, define quando a GDA deixa de ser só financiadora para virar dona do futebol do Botafogo.
Foto: Ethan Miller/Getty Images




