Bastaram R$ 2 milhões para mudar quem é dono do Botafogo.
O clube associativo anunciou na terça-feira que passou a deter mais de 99% das ações da SAF. A operação foi concluída no domingo, depois que a Eagle Football Bidco comunicou, em 22 de outubro, que não exerceria o direito de preferência sobre as novas ações. O Botafogo subscreveu toda a sobra, segundo o comunicado reproduzido pelo Diário do Pará.
As ações vêm do aumento de capital aprovado em assembleia em 24 de setembro: 200 milhões de novas ações ordinárias classe B, emitidas a R$ 0,01 cada, num total de R$ 2 milhões. O destino declarado era o pagamento de parte da folha salarial. Antes, a divisão era de 51% para o clube e 49% para a Eagle, como detalhou A Tarde na convocação. O preço de emissão seguiu laudo da Meden Consultoria.
O valor é pequeno. O efeito societário é enorme. A Eagle continua acionista, mas agora residual, e segue com os direitos políticos suspensos por decisão da 2ª Vara Empresarial do Rio. E foi a própria Eagle que comunicou formalmente que ficaria de fora da subscrição.
Quem ganha espaço é a GDA Luma Capital, do mexicano Gabriel de Alba. A nova composição abre caminho para que o grupo assuma o controle da SAF no futuro, dependendo das negociações. Um novo acordo de acionistas está sendo redigido pelos advogados das duas partes.
O ponto sensível é jurídico. John Textor disputa com a Eagle a titularidade das ações e tem decisões favoráveis na Inglaterra e nos Estados Unidos, nenhuma reconhecida pelo STJ. Essa disputa sobre quem é dono daquelas ações segue aberta e pesa sobre qualquer acordo futuro.
O que observar a seguir é o texto do acordo com a GDA: quanto o grupo vai aportar, a que preço e que fatia vai receber. Até lá, o Botafogo tem um dono quase único e uma folha para pagar.
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