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    Bets preparam ação no STF e governo chama clubes e CBF para discutir o rombo da MP nesta terça

    Três ministros recebem clubes das Séries A e B enquanto as casas de apostas articulam ação coletiva contra a proibição. O prazo corre até 6 de outubro.

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    Redação Driblou

    28 de setembro de 20262 min de leitura
    Bets preparam ação no STF e governo chama clubes e CBF para discutir o rombo da MP nesta terça

    A MP que proíbe as apostas de cota fixa entrou na fase das negociações, e a terça-feira (29) concentra dois movimentos que vão definir o tamanho do buraco no caixa dos clubes.

    O primeiro vem do governo. Os ministros Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (Planejamento) e Paulo Henrique (Esporte) marcaram reunião com a CBF e representantes de clubes das Séries A e B para discutir o impacto da medida nos contratos de patrocínio, segundo o SP Diário. Catorze dos 20 clubes da Série A têm casa de aposta como patrocinadora principal.

    O segundo vem das empresas. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), presidida por Plínio Lemos Jorge, reuniu cerca de 180 representantes do setor e prepara uma ação coletiva no Supremo, com protocolo previsto até terça, segundo o NC News. A tese é de insegurança jurídica e quebra do marco da Lei 14.790/2023.

    O argumento financeiro das bets é concreto. Foram 85 autorizações a R$ 30 milhões cada, R$ 2,55 bilhões pagos ao governo pela licença. No futebol, o setor repassou R$ 1,143 bilhão em patrocínio aos 20 clubes da Série A em 2025, o equivalente a 7,9% das receitas deles, segundo levantamento citado pelo InfoMoney.

    É aí que os interesses de clubes e casas de aposta se cruzam. As empresas já notificaram os clubes de que podem rescindir contratos com base nas cláusulas de mudança regulatória. Quanto mais longe a ação no STF chegar, mais tempo os contratos ficam de pé.

    O relógio é curto. Apostadores podem sacar até 5 de outubro e as plataformas saem do ar no dia 6. A MP tem validade de 60 dias, prorrogáveis por mais 60, e o senador Angelo Coronel indicou que o Congresso só retoma o tema depois das eleições.

    O que observar na terça: se o governo oferece alguma compensação ou transição aos clubes, e se o STF recebe a ação a tempo de uma liminar antes do dia 6.

    Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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