Em 2025, as casas de apostas responderam por cerca de R$ 1,1 bilhão dos R$ 3,2 bilhões de receita de marketing dos 20 maiores clubes do país, ou 34% do total, segundo levantamento da Sports Value citado pelo Brasil em Folhas. Desde domingo, esse dinheiro não tem mais base legal para voltar.
Três fatos se empilharam em 48 horas. No domingo, venceu o prazo da MP 1.394, de 25 de setembro, e 85 autorizações foram revogadas, atingindo perto de 190 marcas, conforme o iGaming Business. No mesmo dia, Lula foi reeleito depois de repetir na campanha que as bets não voltarão. Na segunda à noite, o ministro Luiz Fux convocou audiência pública no STF para 3 de novembro, às 10h, antes de decidir sobre o pedido de suspensão da MP, segundo o Lance!.
São 26 instituições convidadas. Entre elas estão Flamengo, Fluminense, Cruzeiro, Corinthians e São Paulo, além da CBF, do Ministério da Fazenda, da PGR, das associações do setor e das emissoras de rádio e TV. Não há decisão de mérito nem liminar. O tribunal preferiu não se manifestar antes do segundo turno.
O efeito no caixa já aparece na camisa. Corinthians fechou com a Shopee até o fim do Brasileirão, o Santos com o Agibank até o fim do ano e o São Paulo trocou a Superbet pela Superscore. Na rodada de meados de outubro, sete clubes da Série A jogaram sem patrocínio máster. São contratos tampão, sem valor divulgado, que resolvem novembro e deixam 2027 em aberto. Só o Flamengo estimou ao STF perda de até R$ 430 milhões.
O mercado apostava numa vitória da oposição para reverter a proibição. Com a reeleição, a leitura da Máquina do Esporte é que a MP ganha força.
O calendário a observar é curto: audiência em 3 de novembro, MP trancando a pauta do Congresso a partir de 9 de novembro e prazo de votação em 25 de novembro, prorrogável por 60 dias. A comissão mista nem foi instalada, e a maioria das cerca de 100 emendas tenta salvar só a aposta esportiva.
Foto: Agência Brasil




