A rodada que fechou o Brasileirão antes da Data Fifa entregou dois retratos de audiência que explicam melhor o mercado de direitos do que qualquer discurso de dirigente.
No domingo, Corinthians e Fluminense deram à Globo 18 pontos e 32% de share na Grande São Paulo, além de 16 pontos e 31% de share no Rio de Janeiro, segundo dados do Ibope divulgados pela Máquina do Esporte. A partida foi exibida em TV aberta em quase todo o país, com exceção de Minas Gerais e Bahia, e também em Premiere e Globoplay.
No sábado, Mirassol e Botafogo renderam à Record 3,4 pontos no painel nacional e a vice-liderança em dez praças, com destaque para Salvador, onde a emissora marcou 6,5 contra 3,6 da terceira colocada. Os números estão nesta apuração.
A leitura útil não é comparar os dois. É notar que eles disputam coisas diferentes. A Globo vende praça grande com clube de torcida nacional e converte isso em share alto nas duas maiores cidades do país. A Record opera com jogo de apelo regional e transforma vice-liderança em presença em mercados que a concorrência trata como secundários, caso de Salvador, Vitória, Manaus e Belém.
Para o clube, isso muda o cálculo do rateio. Time que entrega share em São Paulo e no Rio tem um argumento. Time que sustenta a audiência da segunda janela em praça fora do eixo tem outro, e ele só aparece quando alguém olha o painel nacional por praça.
O que observar é a retomada em outubro, quando as duas emissoras voltam a dividir a mesma rodada. Duas rodadas isoladas não formam tendência.
Foto: Marina Garcia/Fluminense




