O maior patrocínio da história do Atlético acabou num sábado, depois de um 1 a 0 sobre o Bragantino. O clube rescindiu o contrato com a H2 Bet, sua patrocinadora máster, em consequência da Medida Provisória que restringe a publicidade de apostas. Segundo o Jogada10, em conteúdo publicado no Terra, o acordo foi assinado em dezembro de 2024, ia até 2027 e poderia superar R$ 200 milhões no período. O clube não detalhou quanto deixa de receber com a saída antecipada.
O que se perde vai além do peito da camisa. A marca estava no uniforme de jogo, no de treino, na camisa do time feminino e na produção de conteúdo do canal do clube no YouTube. É um pacote inteiro de propriedades que volta ao mercado de uma vez, em outubro, a menos de três meses do fim do ano.
O prazo de adequação dado pelo governo termina nesta segunda, 5 de outubro. O Atlético usou a H2 Bet contra o Bragantino dentro da janela de transição e, ainda de acordo com a publicação, busca um substituto para ocupar o espaço de imediato.
Há uma entrada de caixa no sentido contrário, bem menor. O governo de Minas Gerais anunciou R$ 32 milhões em patrocínios de estatais para três clubes do estado, e a parte do Atlético seria de R$ 15 milhões, segundo o mesmo texto. Não cobre o que a bet pagaria, mas mostra de onde o dinheiro de curto prazo tende a vir: empresas públicas e marcas regionais.
A semana é ruim para o caixa atleticano por outro motivo. O clube tem 45 dias, contados da condenação na Fifa, para quitar cerca de R$ 17 milhões por Lyanco, Fuchs e Palacios, sob risco de transfer ban.
O ponto a observar é o preço do próximo máster. Com vários clubes da Série A procurando patrocinador ao mesmo tempo, quem compra tem a vantagem. O primeiro contrato anunciado vai servir de régua para todos os outros.
Foto: Pedro Souza/Atlético




