O Atlético está há 13 jogos sem perder e levou 23.370 pagantes à Arena MRV no sábado. A renda foi de R$ 1.053.636,80, segundo os números divulgados pelo No Ataque. O ticket médio saiu em R$ 45,09.
O dado sozinho parece bom. Comparado, é o retrato de um problema comercial que a recuperação esportiva ainda não resolveu. Levantamento de O Tempo mostrou que, até março desta temporada, o Atlético tinha média de 24.311 pagantes em sete jogos na arena, e média de apenas 19.787 quando se excluem os clássicos. Em 2025, o clube rodava perto de 30 mil por partida.
Ou seja: o time está invicto há treze jogos e o público de sábado ficou abaixo da média já enfraquecida do próprio ano. A sequência positiva não puxou bilheteria. Para uma arena construída com dívida e cuja tese de receita depende justamente de encher em rodada comum, esse é o indicador que importa mais do que o placar.
O ticket de R$ 45 ajuda a entender. É preço de rodada de meio de tabela contra adversário de baixo apelo, política de precificação que enche mais cadeiras e entrega menos receita por cabeça. O clube troca margem por volume e, neste sábado, não conseguiu nem uma coisa nem outra.
O teste real vem na terça. O clássico com o Cruzeiro pela volta das quartas da Copa do Brasil é o jogo que historicamente lota a MRV, com público acima de 39 mil em confrontos anteriores. Se a diferença entre uma rodada comum e um clássico continuar nessa escala, a conclusão comercial é desconfortável: a arena vende jogo grande, não vende temporada.
Foto: Pedro Souza/Atlético




