Três parcelas atrasadas viraram três condenações. A Câmara de Resolução de Disputas da Fifa mandou o Atlético pagar cerca de R$ 17 milhões a Southampton, CSKA Moscou e Atlético Nacional, segundo levantamento do No Ataque. Em cada caso o prazo é de 45 dias, sob pena de transfer ban. O clube recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS).
O detalhe das decisões, de acordo com a reportagem:
- Lyanco (Southampton): 1,125 milhão de euros, com juros de 8,75% ao ano desde 2 de janeiro e multa de US$ 45 mil. A compra foi fechada por 5,25 milhões de euros, parcelados.
- Bruno Fuchs (CSKA): 900 mil euros, juros de 7% ao ano desde 21 de janeiro e multa de 63,6 mil euros. A opção de compra era de 2,7 milhões de euros, em três parcelas.
- Brahian Palacios (Atlético Nacional): US$ 800 mil de uma parcela vencida em 15 de março, juros de 5% ao ano e multa de US$ 400 mil. O negócio total foi de US$ 3 milhões.
O número que chama atenção é a penalidade no caso Palacios: a multa equivale a metade da parcela devida. Nos três processos, as multas somam mais de R$ 2,6 milhões pela conversão usada pelo No Ataque. É dinheiro que não compra nada, só paga o atraso.
O padrão também diz algo. As três dívidas são de parcelas, não de valor à vista. O Atlético comprou a prazo e parou de pagar no meio do caminho, em dois casos logo em janeiro. Para quem negocia com o clube, a leitura é imediata: parcelamento longo passa a exigir garantia.
Em nota, o Atlético reconhece as disputas, diz que "impugna alguns excessos" nas ações e afirma que conduz tratativas para o pagamento. O recurso ao CAS dá tempo, mas os juros seguem correndo enquanto ele tramita.
O ponto a observar é a resposta do CAS. Um transfer ban impede o registro de novos atletas, e se o tribunal não suspender o prazo de 45 dias, o Atlético chega à próxima janela tendo de pagar antes de contratar.
Foto: Pedro Souza/Atlético




