A Arena MRV vai vender mais experiência dentro do estádio que já tem. Segundo o No Ataque, são cerca de R$ 3 milhões investidos num camarote com cara de pub esportivo.
O GaloZone ocupa o setor Superior Oeste da Arena MRV, recebe até 500 pessoas e começa a funcionar em outubro. O espaço abre três horas antes das partidas e fecha uma hora depois do apito final, com open bar, open food de cozinha mineira, música ao vivo, estúdio de tatuagem e loja oficial. Os detalhes foram publicados pelo No Ataque.
A escolha do operador diz mais que o valor. Quem toca o GaloZone é a Soccer Hospitality, que já opera espaços premium no Allianz Parque, no MorumBIS, na Neo Química Arena e na Arena do Grêmio. O Atlético não monta a operação do zero: adota um modelo testado em quatro dos principais estádios do país.
É uma lógica de receita de dia de jogo que vem se espalhando. Em vez de depender só do preço do ingresso, o estádio cobra pelo pacote. A margem de um camarote com serviço incluído costuma ser muito maior que a de uma cadeira comum, e o torcedor que paga por isso é menos sensível a fase ruim do time.
O espaço também vai funcionar em shows e grandes eventos, o que amplia o uso do ativo para além do calendário do futebol. Para uma arena que precisa pagar a própria construção, cada dia sem jogo que gera receita conta.
O que ainda não se sabe é o principal para medir o retorno: o preço do acesso, quem arcou com o investimento e a divisão de receita entre clube e operador. Nada disso foi divulgado. O primeiro dado virá com a abertura das vendas, em outubro.
Foto: @estev4m/Esp. EM/D.A Press




