A MP das bets tirou uma marca da fachada da Fonte Nova e, menos de um mês depois, outra já ocupou o lugar. Desde segunda-feira (19), o estádio de Salvador se chama Arena Acelen Fonte Nova.
A Acelen opera a Refinaria de Mataripe, em São Francisco do Conde, e foi criada pela Mubadala Capital, braço de investimentos do fundo soberano dos Emirados Árabes. Valor e prazo do contrato não foram divulgados, segundo o Correio.
A referência que existe é o acordo anterior. A Casa de Apostas tinha os naming rights desde 2023, num contrato de quatro anos que a imprensa estimou em cerca de R$ 52 milhões, conforme o Sportbuzz. O vínculo terminou depois que a MP 1.394/2026 proibiu a operação e a publicidade de apostas de cota fixa no país.
O caso tem dois pontos de interesse para o mercado. O primeiro é velocidade: entre a saída da bet e a nova marca não houve período longo sem patrocinador, algo que muitos clubes ainda não conseguiram nas camisas. O segundo é o perfil do comprador. Uma empresa de energia, que segundo o Correio investiu cerca de R$ 4 bilhões na refinaria desde 2021, usa o estádio como ativo de reputação regional. O slogan da campanha, "Toda energia tem uma fonte. A nossa é a Bahia", deixa isso explícito.
O Bahia, principal inquilino, não aparece como parte do acordo. A arena é administrada por uma concessionária, numa parceria público-privada com o governo estadual, e a troca de patrocinador não altera essa gestão. O contrato da concessão vai até 2028, e o Bahia, junto com o Grupo City, já sinalizou interesse no futuro da operação.
O que observar a seguir é se o valor aparece. Sem número, fica impossível saber se a Fonte Nova repôs a receita da bet ou aceitou um desconto, que é a pergunta que todo estádio com patrocínio de apostas está fazendo agora.
Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia




