Enquanto quase metade da Série A ainda procura quem ocupe o espaço deixado pelas casas de aposta, uma empresa de aluguel de iPhone vem montando sua carteira de clubes em silêncio. A Allu estreou no sábado na barra frontal da camisa do Vasco, na derrota para o São Paulo no Morumbis, e passa a ter acordos com três times da elite.
O contrato vale até 31 de dezembro de 2026 e teve intermediação da 94 Marketing & Football. O valor não foi divulgado. A Allu já tinha parcerias com o Internacional, ligada à base e a ações digitais, e com o Santos, voltada à modernização de infraestrutura de tecnologia. As informações são da Máquina do Esporte.
O perfil do anunciante é o que torna o movimento interessante. A Allu aluga eletrônicos e cresce num modelo de franquia em que o investidor compra uma frota de iPhones e recebe receita recorrente do aluguel, sem loja física. Segundo a própria empresa, são cerca de 3 milhões de usuários ativos por mês, e a Allu declara R$ 500 milhões de receita e R$ 100 milhões de lucro líquido nos últimos 12 meses.
Para uma marca nesse estágio, o futebol funciona como atalho de reconhecimento nacional e de captação de franqueado. Três torcidas grandes em regiões diferentes ampliam o alcance sem o custo de um master.
"Estar ao lado de um gigante como o Vasco é, além de uma honra, um passo muito importante na nossa estratégia", disse Cadu Guerra, CEO da Allu, que afirmou que a empresa aposta forte no modelo de franquias.
Para o Vasco, é receita nova num espaço secundário, num ano em que o clube disputa semifinais de Copa do Brasil e Sul-Americana. O que observar é a renovação: o prazo curto, até dezembro, indica teste. Se a Allu voltar para 2027 com uma propriedade maior, o mercado terá um novo comprador fora do setor de apostas.
Foto: Dikran Sahagian/Vasco




